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Dividir para multiplicar: UE/CE avança para o terceiro ciclo da cadeia de treinamentos do censo 2022

Editoria: Censo 2022 | Da Redação

13/05/2022 11h31 | Atualizado em 15/05/2022 23h05

Chegou o mês de maio e, com ele, mais uma etapa da cadeia de Treinamento Centralizado de Coleta e Supervisão do Censo Demográfico 2022 na Unidade Estadual do IBGE no Ceará (UE/CE). Desta vez, são mais 100 servidores sendo treinados, os quais estão divididos em quatro turmas: duas compostas por Coordenadores Censitários de Subárea (CCS) do Interior do Estado, outra com os CCS de Fortaleza e Maranguape e, por fim, uma turma com Agentes Censitários Operacionais (ACO) e servidores efetivos da Gerência de Geociências (GGC) lotados na sede da UE/CE.

As quatro salas que abrigam esta centena de treinandos foram mais uma vez cedidas pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, em continuidade à parceria construída pelo IBGE por meio do Chefe da UE/CE, Francisco Lopes. Uma vez formados, estes servidores estarão habilitados para serem multiplicadores dos conhecimentos censitários de coleta e supervisão. Eles se somarão aos outros 50 já formados nas duas primeiras fases do treinamento que foram realizadas no Ceará nos meses de março e abril.

Ensinando e aprendendo


Trios de instrutores que estão conduzindo as quatro turmas na terceira etapa dos Treinamentos do Censo 2022

Seguindo o processo em cadeia, todos os treinandos são preparados para tornarem-se potenciais treinadores. Para isso, além do treinamento, eles também recebem uma capacitação extra, através do curso de Didática para Multiplicadores de Treinamento do Censo 2022 oferecido pela Escola Virtual do IBGE. E os frutos dos treinamentos anteriores já podem ser observados neste novo ciclo: os que acabaram de se formar em abril já estão fazendo o repasse agora em maio.

É o que relata Bianca Real, Analista Censitária e agora também instrutora do curso: “No meu caso é interessante, porque no último treinamento, realizado no mês passado, eu era uma treinanda. E agora, aquele que era o meu instrutor (o servidor do quadro permanente Rodolfo Freitas) está sendo o meu companheiro de ensino. E ele vai observando também, se tudo que aprendi quando ele me ensinou eu estou agora repassando da maneira correta. Então estou aprendendo novamente, e mais ainda. Porque quando a gente ensina, a gente aprende outra vez.”

É também o caso de Eulimar Cunha, servidor do quadro permanente, e de Pedro Phillipp Farias, Analista Censitário, que foram colegas de turma na fase anterior do curso e, desta vez, estão novamente juntos como instrutores. Eulimar, que está na casa há bem mais tempo, define sua experiência na instrução em duas palavras: desafio e oportunidade. Ele explica: “É um desafio, porque a gente geralmente está numa zona de conforto, e também por ter que apresentar temas que não tinha domínio. Mas é também uma oportunidade, porque você se sente motivado a buscar compreender esses temas para ter conhecimento pleno.”

Phillipp, por sua vez, mesmo como servidor temporário, já acumula vivências de quase três anos no IBGE, além de ter experiência prévia na docência. Ele conta quais são as suas estratégias para formar bons multiplicadores: “A gente sempre tenta ensinar o conteúdo de uma forma didática, já pensando em como esses treinandos vão repassar para os ACS e ACM. Sempre tentando contextualizar, dando exemplos, tentando entender como é a situação de cada um deles, de cada área em que vão trabalhar.”

Há também servidores que haviam sido formados na primeira turma, em março, e agora estão tendo a oportunidade de ensinar. Um deles é Rodrigo Matos, servidor do quadro permanente, que, além dos aprendizados como treinando, acrescenta também sua experiência em diversas pesquisas do IBGE como ponto positivo para sua atuação como instrutor. “Os anos de IBGE me trouxeram uma experiência, que hoje eu consigo dar um treinamento com mais propriedade. Como muita gente ali nunca trabalhou em campo, eles geralmente têm muitas dúvidas. Aí a gente vai tirando, falando sobre as nossas vivências, que a gente já teve nas pesquisas domiciliares”, relata o servidor.

Outra treinanda de março que agora está na instrução do curso é Gisella Colares, Coordenadora da Pesquisa de Pós-Enumeração (PPE), que, mesmo tendo doutorado e vasta experiência como professora universitária e como instrutora de treinamentos, admite: “no IBGE a gente aprende todo dia”. Ela compara as suas experiências como treinanda e depois como treinadora: “Quando a gente sai da posição de aluno e então vai ensinar, é que enxergamos melhor as coisas. Porque quando a gente está como aluno, acha que entendeu tudo. Mas quando vai repassar, é que a gente localiza a nossa deficiência, ou até a deficiência sistêmica, e o que pode vir a ser aperfeiçoado.”

Aprendendo para ensinar

Treinandos sendo preparados para tornarem-se os próximos instrutores.

Os treinandos deste terceiro ciclo ainda não são os que vão diretamente a campo, como será o caso dos recenseadores e supervisores. Durante o Censo, os servidores treinados agora em maio estarão atuando em outras funções: os CCS estarão como planejadores e gerenciadores da operação censitária, e os ACO servirão como apoio operacional nas mais diversas frentes, de acordo com as demandas. Porém, além de suas atribuições, todos eles estarão desempenhando outro importante papel: serão instrutores na próxima fase de treinamentos.

É o caso de Afonso Soares, CCS de Fortaleza, que já havia feito o curso anteriormente, quando participou do Teste do Censo realizado em Ema, distrito de Pindoretama-CE. Mesmo assim, ele destaca a importância do novo treinamento, pois agora está sendo preparado para ser instrutor: “No primeiro treinamento eu estava com a visão operacional, de como vou realizar essas atividades. Neste treinamento agora, eu estou focando mais em como posso repassar isso de uma forma melhor, nas dúvidas que podem surgir, em como certos conceitos podem confundir os recenseadores, os ACS e os ACM, que vão ser os próximos que eu vou treinar.”

Mateus Pereira, que é CCS da Subárea de Cascavel, avalia este treinamento para o Censo como útil para o desempenho de sua função, e o bom exemplo dos instrutores como imprescindível para que ele próprio se torne um multiplicador: “Enquanto coordenador, está sendo muito proveitoso, porque aqui a gente está tendo não apenas a parte técnica da coleta, mas principalmente os nossos instrutores estão passando pra gente o conhecimento e experiência que eles já possuem. Porque a gente não vai desempenhar apenas uma função técnica, mas também uma função de gestão.”

O trabalho de ensinar exige bem mais que o domínio dos conteúdos, mas uma sensibilidade para a aplicação desses conhecimentos na realidade. É o que Lucas Pereira, ACO lotado na sede da UE, tem constatado nas aulas do treinamento: “Antes a gente tinha a noção de que ia ser um curso institucional, ensinando a gente a ensinar. Só que o que eu tenho percebido é que a gente não aprende só a fazer uma entrevista, ou só a administrar recursos humanos, mas a gente aprende sobre o Brasil, sobre a vida, sobre lidar com as diferenças. A gente aprende como se comunicar com o brasileiro que não faz parte da bolha do IBGE, que não sabe nada de estatística e de geografia, que não sabe o porquê do IBGE existir. E isso é o que não está no currículo, mas que é muito importante.”

“Foco no treinando” é o lema dos treinamentos. Cada trabalho é igualmente importante e todos os níveis da operação devem ser considerados. É o que Daniel Átila Melo, CCS da Subárea de Cariré, destaca em sua fala: “O trabalho do Censo é em cadeia. É como se fosse uma corrente, e a corrente é tão forte quanto o mais fraco dos seus elos. Até para a gente fazer uma boa supervisão e um bom planejamento, a gente precisa entender como é o trabalho do recenseador. A gente precisa saber o que ele vai passar, as dificuldades, os desafios, pra gente poder se colocar no lugar dele, entender e orientar.”

Em uma corrente, todos os elos importam

Ao centro, Rosane Itajahy, Coordenadora de Treinamentos, acompanhada do Chefe da UE/CE Francisco Lopes.

Em um treinamento em cadeia como este, é importante ter em mente que o bom desempenho de cada elemento, seja material ou humano, é fundamental para manter a conexão de pensamento e propósito. Esta é a principal preocupação de Rosane Itajahy, que há três Censos (dois demográficos e um agropecuário) atua como Coordenadora de Treinamentos. Ela descreve como são os bastidores para garantir a harmonia ao longo da cadeia: “É um trabalho de planejamento e também de operário. Porque a gente tem que ter todo o equipamento, a estrutura física, convocar as pessoas, pedir a colaboração dos instrutores, passar para eles o material e combinar como vai ser a dinâmica. Eu só relaxo um pouquinho quando coloco todo mundo dentro das salas de aula e que as coisas estão funcionando. De vez em quando vêm as demandas emergenciais, e a gente vai solucionando.”

Uma das muitas atribuições de Rosane é justamente selecionar, a cada edição do curso, os treinandos que poderão se tornar treinadores nas etapas seguintes. Para isso, em diálogo com os instrutores, ela observa entre as turmas algumas importantes habilidades e competências: “As pessoas com as quais nós estamos trabalhando aqui têm um histórico muito bom, têm muita experiência, são bons companheiros, dedicados, estão com a mesma boa vontade, focados no mesmo objetivo. Tem as pessoas com mais traquejo, mais desinibidas, mais experientes, e assim a gente vai escolhendo. E também é preciso ver a disponibilidade deles.”

E já que se trata de uma corrente, Rosane também não atua sozinha, ela tem ao seu lado nessa operação muitos outros colaboradores: “Eu estou tendo muito apoio do Chefe da UE (Francisco Lopes) e dos outros coordenadores. Também dos instrutores e dos observadores. A gente está trabalhando sempre em parceria e está dando bem certo. Quando termina um treinamento, já está na hora de planejar o próximo. Que cresce, que vai ser sempre maior. Porque não é apenas um treinamento: é uma cadeia. E está todo mundo aqui empenhado em fazer o seu melhor.”

Mais registros da terceira etapa de Treinamentos do Censo 2022

 

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